Mercados financeiros globais

Quais são os mercados de ações que dará ganhar mais nos próximos 20 anos?

Muitas vezes os investidores interessados em ações de longo prazo pedem para indicar os mercados de ações, que nos próximos 20-30 anos trarão investidores o maior retorno. Apostar nos mercados inteiros mercados é uma ocupação fascinante para os analistas e economistas, mas o João média não deveria condicionar as decisões de investimento dele em tais recomendações. Se você quiser ganhar com a exposição aos mercados estrangeiros, a melhor solução seria de fazer-lo através do investimento estrategicamente diversificado. Tal movimento, ao longo prazo, deveria dar lhe uma chance para uma taxa real de retorno de aproximamente 5% por ano sem necessidade de escolher mercados individuais e sem o risco de confusão.

No entanto, se tivessem que escolher um mercado de ações para os próximos 20-30 anos, a melhor escolha seria o mercado americano. Esta decisão é baseada em um relatório do banco Credit Suisse, que demonstrou que no decorrer dos últimos 112 anos só os mercados ricos em recursos naturais ( Austrália e África do Sul) têm trazido mais retorno aos investidores do que as bolsas de valores nos Estados Unidos. Boas perspectivas  de empreendedorismo e inovação, que deixa a esperança de que os investidores norte-americanos serão capazes de continuar a desfrutar de lucros elevados em longo prazo.

Fora dos EUA deveriam procurar da sorte nas periferias da zona do euro. Aqui a melhor escolha seria a Irlanda, que - apesar de um excesso de investimentos no mercado imobiliário e não tão antiga catástrofe no sector financeiro - continua a ser uma das economias mais flexíveis e inovadoras do mundo, com impostos baixos e força de trabalho bem-educada. Em vinte anos ninguém vai lembrar da bolha no mercado imobiliário. Temos que prestar atenção a algumas empresas fortemente valorizadas  na Espanha, Grécia e Itália. Particularmente aquelas que derivam a maior parte da receita delas de fontes estrangeiras, porque a situação nacional - particularmente o desemprego crescente - não tem uma influência tão forte sobre a rentabilidade. Na Itália, em particular, existe uma forte expectativa para reformas mais profundas, o que deveria resultar na aceleração do crescimento de Bolsa de Milão.

Enquanto a Ásia parece estar cheio de oportunidades de investimento devido à crescente quota do PIB global e uma boa situação demográfica, se concentrar em mercados individuais poderia ser um grande risco. O mercado chinês - a escolha óbvia de muitos - seria particularmente complicado. Em um relatório recente, o Banco Mundial demonstra, que sem reformas estruturais destinadas a reduzir a presença do Estado na economia, o crescimento do PIB vai cair lá pela metade. Isso levaria a um aumento do desemprego e da agitação social, as consequências de um país tão grande seria difícil de prever.

Uma opção mais favorável seria India, que recentemente tornou-se em uma estrela do BRICS. A economia dela é menos controlada do que a economia da China e o PIB dele não é tão dependente da exportação de matérias-primas, como seria o caso do Brasil e da Rússia.